segunda-feira, 27 de junho de 2011

Agulhadas para moças



Experimente digitar a palavra tricô no YouTube. O resultado? Uns 5 mil vídeos. Com exceção de uma piadinha ou outra, a maior parte é de algum passo a passo da arte da vovó. 


Eis o primeiro engano: em tempos de aula de tricô no YouTube, a prática deixou de fazer parte da bucólica cena da matriarca tecendo um cachecol para o netinho na varanda de casa. 


Há muitas jovenzinhas inglesas, japonesas, americanas e brasileiras ensinando as agulhadas. E, agora, lugar de tricô é em pequenos clubes, em bairros modernos de cidades como Nova York ou Paris, regado a cafés, bolos e com fios naturais - em sintonia com a sustentabilidade, claro. São os knit cafes, uma verdadeira febre no exterior que há pouco chegou ao Brasil. 


Na capital paulista, pequenos grupos de tricoteiras - não-profissionais, diga-se - agendam via internet e se encontram regularmente em restaurantes ou lojas para, juntas, passarem horas a tricotar e falar de qualquer coisa que não tricô. 


Nesta semana, São Paulo ganhou seu primeiro estabelecimento só para abrigar essas moças, um knit cafe chamado Novelaria. Inspirado em espaços parecidos dos Estados Unidos e do Japão, trata-se de um misto de café, armarinho de luxo, escola de tricô e sala de estar da vovó - com direito a cheiro de pão fresquinho, saindo do forno no meio da tarde. As donas, a produtora Lica Isak e a tradutora Priscila Bueno, não sabem dizer se a moda dos knit cafés teve origem no apego das pessoas ao artesanato, em contrapartida ao caos do dia a dia, ou como consequência da volta da moda dos tricôs e bordados. "As pessoas descobriram que precisam de mais qualidade de vida, recorrem a spas, ioga, terapias alternativas. Esse tipo de espaço é mais uma opção para quem quer esfriar a cabeça", diz Lica.


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