segunda-feira, 20 de junho de 2011

ARTESANATO: frio intenso aumenta a procura por acessórios de lã produzidos manualmente


MESMO COM A INDUSTRIALIZAÇÃO E A PRODUÇÃO EM SÉRIE, HÁ AINDA QUEM PROCURE PELOS PRODUTOS CONFECCIONADOS ARTESANALMENTE

As artesãs Sebastiana Marcolino Carneiro e Fernanda Fonseca de Sousa contam que aprenderam a fazer tricô ainda na infância.

Janyne Godoy

Lembra aqueles casacos feitos pela vovó? É, eles ainda continuam em alta, porém, hoje em dia, nem todas as vovós possuem a mesma habilidade e, com isso, entra o trabalho das artesãs, que ainda se dedicam à arte de tricotar e oferecer peças únicas e exclusivas feitas à mão.

A artesã Sebastiana Marcolino Carneiro conta que aprendeu a tricotar aos 10 anos com sua mãe. “Depois disso, não parei mais, e isso faz mais de 50 anos”, lembra.

A artesã confecciona peças em crochê, tricô, bonecas de pano, entre uma variedade de produtos. “Minha filha e neta sabem fazer, mas, nos dias de hoje, apesar do incentivo, elas não praticam e falam que não têm tempo. Com isso, é mais difícil encontrar quem faça as peças artesanais”, confessa.

Fernanda Fonseca de Sousa conta que é artesã há mais de 10 anos e confecciona peças em tricô, bordado, decoupagem e ainda arrisca o crochê. “Aprendi com minha mãe, mas depois fiz vários cursos para aperfeiçoar e pegar mais agilidade na hora de trabalhar com o artesanato”, fala.

Segundo a artesã, nesta época de frio, aumenta muito a procura por produtos como cachecol, gorro e sapatinhos feitos em lã. “Não só para uso pessoal, mas também para presentear”, fala. “Nesta época, é possível ganhar um dinheiro extra devido ao aumento da procura, por isso temos que diversificar”, afirma.

Mesmo com a industrialização e o processo de produção em série, há ainda quem procure pelos produtos confeccionados artesanalmente, que dão um toque especial às peças.

“Um cachecol, por exemplo, é vendido a R$ 15,00 e o gorro a R$ 7,00, mas são todos feitos à mão”, declara.

Os produtos ainda podem ser feitos sob encomenda, quando o consumidor escolhe cor, ponto e até o tamanho do cachecol ou da blusa que pretende comprar.

Também são bastante procurados os produtos específicos para bebês, como sapatinhos, casacos e luvas.

Uma preocupação das artesãs na hora da confecção dos produtos é com a escolha das cores e pontos a serem feitos. “Hoje em dia tem uma variedade de tipos de linhas e lãs, e precisamos estar atentos às cores da moda, além disso temos que pensar no público-alvo e trabalhar com cores e pontos que possam ser usados tanto pelos homens, quanto pelas mulheres”, afirma.

Apesar de toda essa variedade, ela confessa que a preferência ainda é pelo preto. “É fazer os cachecóis pretos e vender. Esses, todos querem”, comenta.


Fonte: Jornal Cidade

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