sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Artesanato transforma economia de pequena cidade mineira



Município de Maria da Fé consegue se reerguer com a força dos artesãos

Com pouco mais de 10 mil habitantes e a produção de batata em crise no final dos anos 90, a pequena cidade de Maria da Fé (MG) buscava uma alternativa para reerguer sua economia. Com a baixa produtividade das fazendas e plantações, os produtores rurais estavam quebrando. Foi quando um filão produtivo ainda tímido começou a aparecer: o artesanato

Natural da cidade, o artesão Domingos Tótara, hoje conhecido nacionalmente, teve uma ideia. Com o apoio do Sebrae e por intermédio da administração municipal, recrutou um grupo de cinco artesãos locais para produzir peças diferenciadas feitas de massa de papelão misturada à fibra de bananeira, abundante nas redondezas. 

A técnica experimental deu certo e, por meio de cursos de capacitação do Sebrae, o negócio começou a prosperar. Um ano depois, os artesãos já haviam formado uma cooperativa – o que lhes permitiu passar a emitir nota fiscal e aumentar a produção. 

“O Sebrae nunca falhou nesses 14 anos. Não há um ano sequer que não participemos de pelo menos um curso aqui em Maria da Fé”, diz a artesã da oficina Gente de Fibra e diretora da cooperativa dos artesãos da cidade, Valéria Santos da Costa Mendes. 

A Gente de Fibra produz cerca de cem tipos de produtos, entre luminárias, fruteiras e mandalas, todas de papelão reciclado misturado à fibra de bananeira. Ao ser cozida, a fibra adquire um tom dourado que deixa as peças mais bonitas. O papelão é recolhido por catadores contratados e transformado na massa que dá forma às peças. 

A produção transpôs as divisas de Minas. Este ano, o Gente de Fibra ganhou pela segunda vez o prêmio TOP 100 de Artesanato do Sebrae, de âmbito nacional. No começo os artesãos produziam cem peças por mês. Hoje chegam a fazer cerca de 1,2 mil, dependendo da demanda e das encomendas. Muitas peças já foram exportadas para a França, Alemanha, Itália e China. 

“A estrutura de cursos do Sebrae melhorou muito as condições dos artesãos. Agora sobrevivemos desse trabalho e não somos mais tão pequenos e escondidinhos”, comemora Valéria.

Fonte: Revista PEGN 


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